Terça-feira, 30 de Janeiro de 2007

Obrigado pela solidariedade


Aborto, clandestino ou legal

é um atentado á vida

Vote NÃO dia 11 de Fevereiro de 2007




Certamente A Bandeira Vermelha vai perder a visita de muitos camaradas comunistas. Mas isso pouco me importa. Sou fiel aos meus princípios, e o respeito pela vida é mais importante do que tudo.

Quero aqui agradecer o apoio de pessoas que comentaram o artigo anterior, e esclarecer que não estou fazendo frente ao PCP, pois não sou seu membro. Tenho total respeito por todos os comunistas do mundo, porém tenho uma neta que muito amo e que se minha filha tivesse optado por abortar não teria o prazer de a conhecer. Por esse e por tantos outros motivos, digo NÃO AO ABORTO.

 

Além disso, este é um assunto de consciência pessoal, não de politica...

A Bandeira Vermelha

 

A Bandeira Vermelha editou às 20:06

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9 comentários:
De Manuel a 30 de Janeiro de 2007 às 21:41
«Certamente A Bandeira Vermelha vai perder a visita de muitos camaradas comunistas. Mas isso pouco me importa. Sou fiel aos meus princípios, e o respeito pela vida é mais importante do que tudo.»

Aplaudo de pé.
De red a 31 de Janeiro de 2007 às 12:54
Camarada, respeito a tua opção pois como tu próprio dizes, esta é uma questão de consciência e a consciência a cada um diz respeito, não é por isso que vou deixar de vir dar umas espreitadelas ao teu blog, no entanto não posso deixar de dizer-te o seguinte:
O teu respeito pela vida devia também levar-te pensar nas mulheres que morrem por não terem oportunidade de abortar com as devidas condições;
Que embora os defensores do não tenham desviado propositadamente para aí a questão, não é tão sólida assim a tese de que às 10 semanas o embrião já tenha vida; que da mesma forma tu tens o direito de opinar e agir em função da tua consciência, também uma mulher grávida deve ter esse direito de decidir sobre si, sobre o seu corpo e sobre a sua vida, esse direito não cabe ao juiz, ao médico, à sociedade, ou ao estado, nem cabe a ti decidires que ela deve ser presa porque decidiu em função das suas razões, e reforço, que são suas, e da sua consciência. A despenalização, porque é de despenalização que estamos a falar, não vai obrigar ninguém a abortar, vai continuar como até aqui a ser uma questão da consciência de cada um, mas vai permitir que quem tome essa decisão o possa fazer sem ter que recorrer à clandestinidade e resguardando a sua saúde fisica e psiquica e não correndo o risco de ir parar à barra do tribunal. Em muitos casos, esse recurso à clandestinidade provoca lesões para o resto da vida incluindo a incapacidade para voltar a gerar um filho. Isto também são razões da vida, camarada. Para além destes factores, esta é sem dúvida uma questão de classes sociais. Todos nós sabemos que quem tem dinheiro desloca-se a Espanha, Inglaterra ou outro país em que a IVG seja legal (basta consultar as estatísticas para comprovar isto) e fá-lo com todas as condições, mas quem não tem dinheiro, é obrigado a recorrer ao "vão de escada" onde deixa um fio de ouro, um anel, uns brincos... enfim. E ainda... esta lei actual existe à 23 anos, achas camarada, que resolveu alguma coisa? o aborto deixou de existir? É necessário desfazer o ruído provocado pelos defensores do NÃO e perceber que o que está efectivamente em referendo é a mudança desta lei que não funciona. Penso que sabes como eu sei que o aborto tem outras causas como a precaridade de emprego, os baixos salários, um código de trabalho apertado quanto aos direitos de maternidade no emprego, nos baixos abonos, na enexistência de uma eficaz educação sexual nas escolas, no deficiente planeamento familiar patrocinado pelo estado e que está mais preocupado em fechar maternidades e centros de saúde... enfim, poderia pôr aqui milhentas razões para discutirmos as causas do aborto, mas não é isso que está em discussão. o que está em discussão, reforço, é a despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez. Aliás os mesmos que defendem o NÃO, são quase os mesmos que defendem estas politicas sociais praticadas por este governo e anteriores. Sintomático, não? Por onde tem andado a luta deles para combater a prática do aborto atravéz das causas atrás referenciadas?
Poderás ver melhor o que penso no blog "vermelho vivo" nos artigos "IVG" "Paradoxos" ou "conscientemente SIM!"
Um abraço
De editou a 31 de Janeiro de 2007 às 18:18
"O teu respeito pela vida devia também levar-te pensar nas mulheres que morrem por não terem oportunidade de abortar com as devidas condições"

"Penso que sabes como eu sei que o aborto tem outras causas como a precaridade de emprego, os baixos salários, um código de trabalho apertado quanto aos direitos de maternidade no emprego, nos baixos abonos, na enexistência de uma eficaz educação sexual nas escolas, no deficiente planeamento familiar patrocinado pelo estado e que está mais preocupado em fechar maternidades e centros de saúde..."

Peguei nestas suas palavras simplesmente para dizer que estou conscio desses problemas que me preocupa o que se passa com todas as mulheres que pelos motivos que o camarada menciona são forçadas ao aborto, mas sinceramente também me preocupa aquele pequeno ser a que chamam feto, e esse sim é totalmente indefeso. Gostava de ver os governantes politicos a apoiar mais aqueles que mais precisam mas o que infelizmente assistimos na europa e no resto do mundo é o povo trabalhador a ser cada vez mais espezinhado. Mas enfim esse é outro assunto que dá muito que falar, Termino agrdecendo por não me descriminar por ter uma opinião contrária á maioria das forças de esquerda, SOU E SEMPRE SEREI DE ESQUERDA, isso nada nem ninguém muda.
De Hugo Carvalho a 31 de Janeiro de 2007 às 23:54
Ontem ouvi no tempo de antena da rádio o pcp criticar, e bem, os sucessivos governos do cds, ps e psd por nada terem feito a este respeito.

Ninguém defende as mulheres sós e indefesas que, como uma que eu conheço que teve um filho há menos de um ano e engravidou do marido. Não sabe o que fazer à vida, pois é pobre e vive de serviços domésticos.

Onde estão os governos? e pq o povo anda tão esmorecido nestas coisas? Ai q saudades dos tempos da APU...

Compreendo quem defende o aborto, mas não compreendo que esses mesmos não defendam ainda mais quem, na mesma situação, quer levar a gravidez avante!
De António Pedra a 2 de Fevereiro de 2007 às 00:47
Concordo!! Também não compreendo que, querendo a protecção das mulheres , não defendam ainda mais aquelas mulheres que, na mesma situação, querem levar a gravidez avante!

Para a sua amiga, deixo-lhe aqui um número especializado, que está na lista telefónica: SOS Grávida, 213862020 ou 808 20 11 39. Boa sorte para ela!
De Lu a 31 de Janeiro de 2007 às 13:18
O que importa não é seguir o resto dos rebanhos, mas sim ser coerente com os nossos valores quando temos a certeza de que são os correctos. Ainda que corramos o risco de sermos chamados "ovelhas negras".
De Maria Santos a 31 de Janeiro de 2007 às 13:37
www.abort73.com/HTML/I-case.html

Aqui acaba a apatia da ignorância e começa a responsabilidade.

"Chegámos a um ponto tal que até o óbvio precisa ser explicado" Orson Welles
De Lu a 9 de Fevereiro de 2007 às 13:09
Mais um exemplo de comunistas que reconheceram o mal do aborto:

O texto que segue é a transcrição de um editorial da edição clandestina portuguesa do Jornal «Avante!» - Órgão do Partido Comunista (4ª Semana de Novembro de 1937)


Editorial

Resposta da Direcção

PORQUE É PROIBIDO O ABORTO NA URRS?

Damos imediata resposta a esta pergunta, formulada por algumas operárias do Barreiro. O aborto é um acto inteiramente anormal e perigoso, que tem roubado não poucas vidas e tem feito murchar não poucas juventudes. O aborto é um mal terrível. Mas, na sociedade capitalista, o aborto é um mal necessário, inevitável, benfazejo até. Na sociedade capitalista um filho significa, para os trabalhadores, mais uma fonte de privações, de tristezas e de ameaças. Quem tem filhos — diz-se — tem cadilhos. Pode-se imaginar algo mais doloroso que uma família de operários obrigados a sustentar, dos seus miseráveis salários, 5 ou 6 filhos? É a fome, o raquitismo, a tuberculose, a tristeza da vida, vivida em promiscuidade. E que futuro espera essas crianças? Serem uns desgraçados… como dizem as nossas mulheres. Por isso a mulher do [?] capitalista é obrigada a sacrificar o doce sentimento da maternidade , é obrigada a recorrer, tantas vezes com o coração sangrando, ao aborto. Por isso, a proibição do aborto, na sociedade capitalista, é uma hipocrisia e uma brutalidade. Na URSS, a situação é tão diferente como é diferente a noite do dia. Na URSS não há desemprego, não há miséria; há abundância de produtos. Tanto a mulher como o homem recebem salários que satisfazem as necessidades. A mulher grávida tem 4 meses de férias durante o período da gravidez, com os salários pagos. Há maternidades, creches, jardins de infância e escolas por toda a parte. O Governo soviético dá prémios que vão até 5 mil rublos para as mães que tenham mais de 5 filhos, etc. Ser mamã é uma das maiores aspirações das jovens soviéticas. E onde há uma esposa que não quisesse ser mamã sabendo que o mundo floria para acolher o seu menino? Sabendo que o seu filho não seria um desgraçado mas um cidadão livre da grande República do Socialismo? A criança, na URSS, deixou de ser um motivo de preocupações, para se tornar numa fonte luminosa de alegria e de felicidade. O aborto perdeu portanto a sua única justificação; tornou-se desnecessário. Por isso, o Governo Soviético resolveu propor ao povo trabalhador, a abolição da liberdade de praticar o aborto — liberdade essa concedida a título provisório, nos primeiros tempos da República Soviética quando esta gemia sob o peso da fome e da peste, ocasionadas pela guerra e pela contra revolução capitalista. Depois de discutirem amplamente a lei proposta pelo Governo Soviético, as mulheres e todo o povo trabalhador aprovaram essa lei que correspondia inteiramente às condições de existência livre e feliz que gozam os que trabalham na grande Pátria do Socialismo triunfante.
De direitosumanos a 10 de Fevereiro de 2007 às 23:44
Quando as convicções são fortes, não há forma de as calar. Não tem sentido uma vida sem convicções. Recebi um legado importante de democracia, igualdade de direitos e liberdade. Outros, que eu não conheci, bateram-se pelos direitos e liberdade que hoje são património de todos. Pelo mesmo motivo sinto a obrigação de passar esse legado às futuras gerações. O que eu penso é: para aceitar referendar o direito à vida dos outros (partindo so princípio da igualdade de direitos) teria de aceitar que outros referendassem a minha. E Não aceito!
É o princípio que defendo para mim, é o direito que defendo para todos.

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